Emanuela Morais

Sou natural de Tianguá, na Serra da Ibiapaba, no Ceará, e desde o começo da minha carreira, tenho me entregado de corpo e alma à música. Hoje, já sou reconhecida nacionalmente, mas o caminho até aqui foi cheio de desafios e emoções que me tornaram quem sou. Eu me vejo como uma cantora versátil, que se entrega a cada canção, e sou grata por ter uma voz que é única, aveludada, e que encanta quem me ouve. Não importa o estilo, o ritmo ou o idioma, sempre busco transmitir a minha verdade, sem perder a elegância e a precisão da afinação. Tenho a sorte de poder cantar desde as músicas mais simples e intimistas, até grandes apresentações em praças e clubes lotados, sempre com uma presença de palco carismática, que me permite conectar com o público de forma única. Durante a minha trajetória, fui reconhecida por artistas, músicos, instrumentistas e profissionais do meio, como uma das artistas mais completas que já conheceram. E isso, sinceramente, me emociona muito. Meu timbre, minha afinação e meu carisma, sempre tão autênticos, me deram a oportunidade de conquistar cada vez mais fãs, que são parte essencial dessa história. Minha jornada começou de uma forma muito especial, na Banda Mastruz com Leite. Em 2018, venci o concurso “A Nova Voz da Mastruz com Leite” e, no dia seguinte, já estava no palco, ao lado de uma das bandas mais icônicas do forró. Passei a abrir os shows com a música “Não Vou Ficar Sozinha” e gravei faixas do CD “Terapia”, o que me permitiu conquistar milhares de fãs em todo o Brasil. E também tive a honra de gravar três clipes lindos no projeto "Acústico Imaginar", que com certeza marcaram a minha carreira. No entanto, um momento muito difícil da minha vida me fez tomar uma decisão que ninguém imaginava. Quando minha mãe adoeceu, precisei me afastar da banda para dar a ela a assistência que tanto precisava. Minha filha, com apenas 4 anos na época, também estava em um momento crucial da sua vida, e eu precisava estar ao lado dela. A dor de ter que sair da Mastruz foi imensa, e o anúncio da minha saída nos canais de notícias de forró gerou uma comoção enorme. Recebi mensagens de apoio, de força, de carinho... e até de inconformismo, de fãs que não queriam aceitar que eu não poderia mais estar na banda, nos palcos. Essas mensagens, essas palavras, me deram forças para seguir em frente. Eu sabia que tinha que enfrentar aquele momento difícil, mas sabia também que a minha carreira, a minha paixão pela música, ainda estavam dentro de mim, prontas para florescer de outras maneiras. E acreditem, eu nunca deixei de lutar por esse sonho. Nunca deixei de acreditar que um dia voltaria aos palcos, de uma forma ou de outra, para emocionar e encantar todos vocês. Essa é a minha história. E ela continua, com muito amor, emoção e, principalmente, com a certeza de que a música é o meu maior refúgio, a minha maior paixão, e o meu maior presente.





